11 03 2017 | a day in the life

Eu amo fotografia! Com a rotina e a correria do dia-a-dia, acabo não fotografando tanto quanto gostaria e eu sinto falta. Muita falta da câmera, da lente, de ver o mundo através da câmera. Por todos esses motivos, resolvi fazer desse projeto um post mensal aqui no blog. Basicamente, o a day in the life é um projeto de fotografia que consiste em fotografar um dia na sua vida (ah, sério?!). A vantagem é que você é desafiado a tirar fotos em condições diferentes de luz, testar novos ângulos e procurar fotos boas com os cenários “de sempre”. Para quem quer saber mais sobre o projeto, indico o post da Liz, que explica bonitinho – leia aqui.

Fotografei o sábado passado, mas já confesso, não consegui fotografar inteiro. De noite, fui ao cinema assistir Logan com um amigo, fiz uma massagem facial e numa sessão de tarô e não tenho foto desses momentos. Mas esse é o primeiro post dessa categoria e espero melhorar nos próximos, no entanto, estou feliz com os resultados dessa primeira tentativa, fiquei muito contente com cada foto desse dia.

Beijos e até mais!

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Resenha: Rímel Lash Intensity Mary Kay

Sabe quando você descobre um produto muito incrível, fica muito animada e precisa compartilhar dessa emoção? Pois é, o post de hoje é justamente por conta disso. Recentemente, conheci a Edylaine, consultora Mary Kay, que me apresentou os produtos e ensinou cuidados de todo dia com a pele. Fiquei surpresa com a qualidade dos produtos, mas um, em especial, me fez surtar: a máscara para cílios Lash Intensity.

Ela promete mais curvatura, alonga e dá volume aos cílios. O aplicador tem cerdas maiores e menores, bem diferenciado, para conseguir esse efeito. Tudo bom, tudo bem, eu ainda precisava testar para comprovar que era tudo isso mesmo e, na primeira camada, eu já vi um resultado magnífico, que eu não consigo em três camadas com outras máscaras. Com a segunda camada, o resultado foi um cílios de boneca mesmo, parecia cílios postiços e estavam lindos demais. Olha o resultado abaixo – uma única camada:

Resuminho:

  • alonga e dá volume aos cílios
  • não é à prova d’água – o que facilita a remoção e não danifica o pelo
  • não escorre – ele tem ótima aderência, então não se preocupa que você não vai ficar com olho de panda
  • longa duração – usei mais de 8 horas, no calor, e ele continua intacto
  • rende bastante (!)
  • valor aproximado R$70

Toda vez que aplico, ainda fico chocada com o impacto desse rímel. É quase uma make completa. Foi um ótimo investimento, um produto que estou amando demais e por isso indico de coração.

E você, já usou algum produto Mary Kay?

Beijos e até mais!

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Quotes inspiradores | Dia da Mulher

Hoje é dia 8 de março de 2017, Dia Internacional da Mulher e, portanto, tem post especial sobre o assunto aqui no Quase Primavera (confira o de 2016 aqui e o de 2015 aqui). E como esse ano eu decidi compartilhar mais um texto da série ‘642 coisas para escrever sobre’ (leia aqui) eu resolvi que iria também rechear esse blog de frases e citações inspiradoras. Eu quero compartilhar esse mini guia (feito pela Avon) com conceitos importantes para serem entendidos, mas antes de tudo é sempre bom lembrar que o Feminismo defende a igualdade de gêneros (!) e não a superioridade das mulheres.

Fonte

Agora, o post está cheio de palavras inspiradoras para você ler e refletir. Começando já com essa do Alan Rickman (famoso Snape), para lembrar (segunda vez que digo isso nesse post) que, como o feminismo é um movimento de igualdade, os homens também podem (e deveriam!) ser feministas. E, portanto, esse post não é dedicado exclusivamente às mulheres, mas a todos. Porque a luta por direitos iguais afeta todos nós e porque você deveria ser inspirado também.

“Não há nada de errado com um homem ser feminista, eu acho que é para o nosso benefício mútuo” (Foto)
“Faça por você e não por eles” (Foto 1)   |   “Eu me visto para mim. Mulheres não estão fora para seu entretenimento” (Foto 2)
“Uma grande parte de ser uma feminista é dar a outras mulheres a liberdade de fazer escolhas que você não necessariamente faria para si” (Foto 1)   |   “Garota! Você é inspiradora e linda” (Foto 2)
Foto 1 | Foto 2

Para finalizar, essas duas últimas fotos para promover uma reflexão. Quem você é? Do que você gosta? Quantas vezes já foi silenciada, calada? Quantas vezes te impuseram a fazer alguma coisa? Quantas vezes você já deixou de fazer algo por causa de outras pessoas? Qual foi a última vez que você fez algo por si mesma? A todos que sentirem vontade, comenta aqui como já se sentiu, responda algumas dessas perguntas e opine sobre o assunto. Acredito que é com o diálogo e o debate que podemos crescer.

E, a todas as mulheres, um Feliz Dia da Mulher! Que a luta por direitos iguais continue!

Beijos e até mais!

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194 – Ela era louca assim

“Abrace a gloriosa confusão que você é”

     Quando criança, ela usava tênis coloridos, um de cada cor, prendia os cabelos em dois rabos de alturas diferentes e brincava de Barbie todo dia. Na adolescência, ela usava tênis em festas, cortou o cabelo na altura da orelha, usava aparelho e praticava natação. Aos 20 e poucos anos, ela adorava dançar, trabalhava em casa e gostava de comer fora. Quem a conhecia, a achava louca. Quando eu a conheci, cinco anos antes, também achei.

     O que você não entendeu sobre ela é que ela também trocava as cores dos cadarços e tinha gente que achava graça. Que, na escola, não entendiam porque um rabo com elástico vermelho estava no alto da cabeça e o rabo de elástico verde estava atrás da orelha. Mas também que ela era a primeira a terminar de copiar a matéria dada na lousa, sempre a tirar as melhores notas da prova e que a professora elogiava constantemente sua letra bonita e redondinha.

     O que eu também não te disse é que ela usava tênis nas festas de 15 anos das amigas, enquanto as outras estavam de salto e, do alto, chamavam ela de louca. Não, ela não era mais alta. Ela apenas se sentia confortável daquele jeito. Todos elogiavam seu cabelo liso quase na linha da cintura e ela agradecia simpática, quando no outro dia ela apareceu com um sorriso que mal cabia no rosto e preenchia o coração, com os cabelos curtos. Era louca de novo. Ou quando chegava do dentista querendo mostrar para todos que seu aparelho quadradinho seguia uma sequência de cores, sete diferentes cores que se repetiam, uma em cada dente. Também não contei que ela participou e ganhou os campeonatos de natação que participou e que ela treinava todos os dias. Que ela limpou com a própria jaqueta o sangue no nariz de um aluno que havia apanhado e defendeu uma menina que brigava com o namorado ciumento.

     As amigas a achavam louca quando iam para um show e ela cantava até ficar rouca, dançava a noite toda e não dava corda para quem interrompesse a música. Você também não sabe que ela trabalhava em casa porque era dona do seu próprio negócio, que começou sozinha quando ainda estava na faculdade, quando todos diziam que ela era louca por querer investir em algo que não tinha garantia de retorno. Ah, e que ela gostava de comer fora porque ela adora massas e junk food e não resiste a um sundae depois do almoço. E porque ela nunca gostou de cozinhar.

     Quando eu a conheci, ela já tinha viajado para mais de 10 estados no Brasil, conhecido mais de 40 cidades brasileiras e que as favoritas dela eram sempre as litorâneas. Ela também já tinha conhecido 9 diferentes países e falava 5 idiomas fluentemente. Ela estava planejando uma próxima viagem, um mochilão pela Europa que duraria 8 meses e que ela realizou, embarcando alguns meses depois que havíamos nos conhecido.

     A conheci numa livraria. Uma mulher linda, 27 anos, cabelos abaixo do ombro, bolsa grande, quatro livros já abraçados e mais um na mão, enquanto ela lia a sinopse. Naquele dia, ela comprou os cinco e eu achei graça da variedade: um era sobre astrologia, um sobre negócios, um romance que havia virado filme, um era ficção científica e o outro era sobre moda. Acabamos tomando um café e descobri que a variedade não era só sobre a escolha para livros. Ela gostava de tudo quanto é tipo de música e suas favoritas iam dos anos 50 até o mais novo lançamento. Para entrar no ranking restrito, no entanto, era preciso que a música falasse com ela, que a cativasse com a letra, não importa qual fosse o gênero. Também descobri que seus filmes favoritos eram tão variados quanto os livros e que ela assistia a todos os filmes que lançavam no cinema daquele shopping. Também descobri que a bolsa era grande porque ela carregava três câmeras e uma agenda que era bem grande, seus itens indispensáveis. Ela era muito simpática e educada, com muita postura, mas também muito espontânea e ria abertamente. Mexia muito com os braços para falar e começava a cantar quando a música que começava a tocar era conhecida. Quando viu um amigo passar pelo corredor, assobiou alto e quando ele a viu, ela fez uma careta para ele, que riu primeiro e depois retribuiu. Descobri que ela não queria se casar nem ter filhos, mas adorava crianças, era voluntária em uma ong infantil e uma madrinha muito amorosa de dois meninos.Também aprendi que ela gostava de fazer perguntas, de saber a opinião dos outros sobre todos os assuntos e que elogiar ou não sua beleza não a abalava.

     Todos que a conheceram a acharam louca em algum momento, talvez em vários. Eu também achei. Então eu descobri que não era loucura, era personalidade. Ela era louca por não se importar com a opinião alheia, por se aceitar como era e ter orgulho de tudo que havia conquistado. Por saber o que queria, por nunca se acomodar e por batalhar por questões que ela acreditava. Por ser corajosa o bastante para ser ela mesma. E, finalmente, percebi que loucos somos nós, por não sermos como ela.

 

O texto acima é mais um tema da série ‘642 coisas para escrever sobre’, que já fazia tempo que eu não publicava por aqui. Como hoje é dia da mulher, resolvi compartilhar essa personagem autêntica e diferente, que me inspira. Quando escrevi, pedi a alguns amigos que lessem e a interpretação deles foi diferente. Principalmente com relação a pessoa que conheceu essa mulher, quem era a mulher e como eu me encaixo ao escrever esse texto. Queria compartilhar aqui os feedbacks deles (todos muito interessantes), mas achei que pudesse influenciar a sua opinião sobre o texto. Por isso, quero pedir que você, após ler, me conte nos comentários o que sentiu enquanto lia, o que você acha da personagem, o que entendeu da história, se gostou ou não, enfim, tudo. Não tenha medo da sua opinião, eu vou amar saber o que você achou.

E para todas as pessoas do mundo, termino com outra frase inspiradora: “Know who you are and know it’s enough” (“Saiba quem você é e saiba que é o bastante”).

Beijos e até mais!

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